Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, teve os seus bens bloqueados em até R$ 6 milhões pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após investigação da Polícia Federal, que apontou que Cunha atuava como uma “espécie de agente privado” dentro do Parlamento, destinando 21 emendas parlamentares a municípios de Minas Gerais, totalizando o valor bloqueado.
A defesa de Eduardo Cunha afirmou que “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que ele “não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas”. A defesa também destacou que Cunha “sempre pautou sua vida pública pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar”.
A investigação da Polícia Federal apontou que Cunha atuava por intermédio de Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, que já foi assessora de Cunha e atua como servidora na Câmara dos Deputados. A PF afirma que Tuca realizava o reajuste de emendas a partir do direcionamento do ex-parlamentar, em um “claro e consciente processo de centralização operacional”.
Alguns pontos importantes sobre o caso incluem:
- Cunha já foi preso, cassado e perdeu os direitos políticos por 10 anos devido a condenações na Operação Lava Jato.
- Ele pretende disputar a eleição para deputado federal pelo Estado de Minas Gerais, após fracassar em São Paulo.
- A decisão do STF acontece a poucos meses da eleição, na qual Cunha já afirmou ter a pretensão de concorrer.
Com a decisão do STF, Cunha terá que lidar com mais um obstáculo em sua tentativa de retorno à cena política. No entanto, sua defesa já afirmou que buscará acesso integral à investigação para conhecer o contexto completo dos fatos e impugnar as medidas decretadas.
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