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Bitcoin cai com alta do petróleo e temor renovado de inflação

Bitcoin cai com alta do petróleo e temor renovado de inflação

O Bitcoin perdeu força nesta segunda-feira, enquanto os preços do petróleo dispararam após os Estados Unidos lançarem novos ataques contra o Irã, aumentando os temores de que custos de energia mais altos reacendam pressões inflacionárias e reduzam a demanda por ativos mais arriscados.

A criptomoeda original chegou a cair 2,6%, para US$ 62.478, antes de amenizar as perdas. O movimento levou o Bitcoin de volta para abaixo de sua média móvel de 200 semanas, um nível técnico que pode sinalizar um mercado de baixa prolongado.

O Ether, segundo maior token do mercado, também recuou 2,6%. De acordo com Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro, “Historicamente, tocar a média móvel de 200 semanas serviu como um sinal razoável de que a parte principal da correção do Bitcoin está chegando ao fim e tem sido um bom ponto para montar posições de longo prazo de forma gradual”.

No entanto, é importante entender que essa narrativa pode mudar rapidamente e não promete uma recuperação veloz. A retomada das hostilidades entre EUA e Irã aumentou a preocupação de que a alta do petróleo possa reacender a inflação e elevar os juros, o que costuma desviar recursos de ativos de risco, como o Bitcoin.

Os principais fatores que influenciaram a queda do Bitcoin incluem:

  • A alta do petróleo, que pode reacender a inflação e elevar os juros;
  • O temor de interrupções no fornecimento de petróleo devido à escalada de ataques entre EUA e Irã;
  • A preocupação de que a alta do petróleo possa reduzir a demanda por ativos mais arriscados.

Embora o Bitcoin tenha sido pressionado pela aversão global ao risco, há um sinal positivo para sua perspectiva. O fim do recente ciclo de saídas dos ETFs representa uma melhora no pano de fundo de demanda da criptomoeda.

Os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram US$ 197 milhões em entradas líquidas na semana encerrada em 10 de julho, segundo dados do setor, interrompendo uma sequência de oito semanas de resgates e marcando a primeira leitura semanal positiva desde maio.

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