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Lançamento da Duplicata Escritural: Uma Nova Era para o Crédito Empresarial

O mercado de crédito para as empresas brasileiras está prestes a passar por uma transformação significativa com a chegada da duplicata escritural, lançada oficialmente pelo Banco Central (BC). Essa ferramenta representa uma versão totalmente digital da duplicata tradicional usada em vendas a prazo entre pessoas jurídicas, permitindo que todo o ciclo do título seja registrado eletronicamente em sistemas autorizados pelo BC.

A mudança busca tornar as operações mais seguras, reduzir fraudes e facilitar o acesso ao crédito, especialmente para pequenas e médias empresas (PMEs). Com a duplicata escritural, os dados passam a ficar registrados em um ambiente eletrônico, permitindo acompanhar todo o histórico do título e oferecendo mais transparência nas operações, rastreamento dos recebíveis, redução de fraudes e maior segurança para bancos e empresas.

Como Funciona

A duplicata é um documento que representa uma dívida de uma empresa compradora com outra empresa vendedora. Antes da digitalização, parte dessas operações dependia de documentos físicos, registros separados e processos manuais, o que aumentava o risco de problemas como informações desencontradas, duplicidade de recebíveis e dificuldades para comprovar a existência do crédito.

Com a duplicata escritural, os dados passam a ficar registrados em um ambiente eletrônico, permitindo:

  • Mais transparência nas operações;
  • Rastreamento dos recebíveis;
  • Redução de fraudes;
  • Maior segurança para bancos e empresas;
  • Processos mais rápidos e organizados.

Benefícios para Pequenas e Médias Empresas

Para pequenas e médias empresas, a mudança pode melhorar as condições de acesso a financiamentos. Ao apresentar recebíveis registrados digitalmente, empresas podem ter mais facilidade para antecipar valores que receberiam no futuro ou oferecer esses créditos como garantia em operações financeiras.

O novo sistema também tende a ajudar instituições financeiras a avaliar melhor os riscos, pois permite analisar com mais precisão a origem e a validade dos recebíveis. Além disso, a adoção do novo sistema será feita por etapas, com empresas de grande porte aderindo obrigatoriamente a partir de junho de 2027, seguidas por empresas médias e pequenas.

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