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Bancos privados resistem a fechar operação para salvar BRB, que avalia ir ao STF

Situação do BRB

O Banco de Brasília (BRB) continua enfrentando desafios para fechar a operação de empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para salvar a instituição. Quase 45 dias após a assinatura do acordo mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o negócio ainda não foi concretizado devido à resistência de alguns bancos privados em participar do consórcio que daria garantia à operação.

Resistência dos Bancos Privados

Segundo executivos a par das negociações, bancos como Bradesco e Itaú perderam interesse no negócio e agora exigem que os bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, apresentem suas próprias garantias. Isso é considerado inviável pelo governo federal, pois teria um impacto significativo no balanço desses bancos.

Consequências do Impasse

O impasse torna o cenário ainda mais incerto para o BRB, que enfrenta uma crise de liquidez e uma forte desvalorização das ações desde que surgiram suspeitas de operações fraudulentas com o Banco Master. A direção do BRB está considerando acionar o ministro Luiz Fux, do STF, para tentar destravar a operação.

Principais Pontos do Acordo

  • O empréstimo de R$ 6,6 bilhões seria garantido por um sindicato de bancos públicos e privados.
  • A contragarantia seria a parcela do Distrito Federal do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que somam aproximadamente R$ 1,6 bilhão.
  • O BRB precisaria apresentar um plano de negócios para demonstrar sua capacidade financeira entre 2026 e 2035.

Desenvolvimentos Recentes

Os partidos de oposição no Distrito Federal protocolaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) contra a lei que autoriza o governo do Distrito Federal a capitalizar o BRB. Além disso, o banco está sendo multado diariamente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo atraso na publicação do balanço de 2025.

O governo do Distrito Federal e o banco central estão sendo pressionados para encontrar uma solução para a crise do BRB, que afeta não apenas a instituição, mas também a economia do Distrito Federal.

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