Resumo dos Resultados da B3 em Março
A B3 (B3SA3) registrou volumes fortes em março, impulsionados pelo ingresso de capital estrangeiro e pelo maior apetite ao risco, com o Ibovespa renovando máximas históricas. O volume financeiro médio negociado (ADTV) no segmento de ações cresceu 48,3% em março de 2026 na comparação anual.
O JPMorgan considera os números da B3 muito fortes em março e no 1T26, embora o mercado já esperasse parte disso. O banco vê espaço para revisões adicionais para cima no consenso. No trimestre, o ADTV em ações somou R$ 37 bilhões, ficando 33% acima da estimativa do JPMorgan.
Desempenho dos Segmentos
- Os derivativos listados apresentaram números fortes, com receitas de R$ 886 milhões no 1T26, alta de 7% na base anual e 6% acima das estimativas do banco.
- No mercado de balcão (OTC), os dados também vieram sólidos, com registros crescendo 47% na comparação anual e custódia avançando 15%.
- A unidade de financiamento também mostrou bom desempenho, com garantias (liens) em alta de 22% na comparação anual.
A XP avalia os dados mensais como positivos, destacando o forte desempenho de ações à vista e do mercado de opções. A corretora prevê uma receita de R$ 2,9 bilhões no 1T26, um resultado 15% acima das suas estimativas.
O Goldman Sachs destaca que os dados operacionais de março mostraram uma leve desaceleração no ADTV de ações, mas os volumes de derivativos avançaram de forma expressiva na comparação mensal. O banco recomenda compra, com preço-alvo de R$ 22.
Em resumo, a B3 registrou volumes fortes em março, impulsionados pelo ingresso de capital estrangeiro e pelo maior apetite ao risco. Os segmentos de ações, derivativos e mercado de balcão apresentaram desempenho positivo, com receitas e volumes acima das estimativas. As corretoras avaliam os dados como positivos, mas algumas mantêm recomendação neutra devido ao potencial de valorização limitado.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link