Argentina Permanece Fora do Radar do MSCI
A Argentina deve continuar fora do índice de mercados emergentes do MSCI no curto prazo, apesar das reformas recentes implementadas pelo governo. Segundo análise do Morgan Stanley, a inclusão no principal benchmark global para países em desenvolvimento segue mais provável apenas em 2028.
Os analistas do Morgan Stanley, Nikolaj Lippmann e Julia M. Leão Nogueira, consideram que a Argentina está em uma “maratona, e não em uma corrida de velocidade”. A continuidade das reformas, como a autorização para repatriação de dividendos, fortalece os argumentos para que a MSCI abra uma consulta pública sobre o país, embora ainda existam obstáculos relevantes à reclassificação.
Desafios para a Reclassificação
Os principais desafios para a reclassificação da Argentina incluem:
- Estabilidade do arcabouço institucional: A Argentina é o único país da América Latina classificado pela MSCI como necessitando de melhorias nesse critério.
- Conversibilidade cambial: A flexibilização do mercado de câmbio é um avanço recente, mas ainda não há uma normalização completa do acesso ao mercado.
- Repatriação de capital: A autorização para repatriação de dividendos é um passo positivo, mas ainda faltam avanços claros em relação à repatriação de capital.
O Bradesco BBI estima em menos de 25% a probabilidade de a Argentina entrar na watchlist da MSCI neste ciclo, considerando mais provável que esse movimento fique para 2027. Por isso, o banco mantém recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado) para os ativos argentinos.
Em resumo, a Argentina ainda tem um longo caminho a percorrer para ser incluída no índice de mercados emergentes do MSCI. A continuidade das reformas e a estabilidade do arcabouço institucional são fundamentais para que o país seja considerado para a reclassificação.
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