Apesar da guerra, Bolsa deve ter melhor 1º trimestre em capital externo desde 2022
A guerra no Oriente Médio não afetou significativamente a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira em março. De acordo com os dados, o saldo de capital externo no mês de março caminha para ficar positivo, com um acumulado de R$ 7,05 bilhões até o dia 24 de março, contra R$ 3,1 bilhões em março de 2025.
O primeiro trimestre de 2026 também deve terminar com a melhor marca de capital externo na Bolsa desde 2022, quando os três primeiros meses do ano totalizaram entrada de R$ 65,3 bilhões de recursos internacionais. Isso se deve principalmente ao fato de algumas ações no índice estarem com preços convidativos em relação a papéis de mercados como os Estados Unidos e a média dos países emergentes.
Fatores que influenciam o fluxo estrangeiro
Alguns fatores contribuem para o fluxo estrangeiro para o Brasil, incluindo:
- O afrouxamento monetário, iniciado em março;
- A disputa presidencial na eleição deste ano;
- A saída do mercado norte-americano, devido ao encarecimento das ações e à política imprevisível de Donald Trump.
Os especialistas também destacam que a Bolsa brasileira é considerada uma das mais descontadas, com um desconto de 5% em relação à média histórica. Além disso, o diferencial de juros é bom, com juro real elevado, o que deve continuar influenciando o fluxo estrangeiro para o Brasil.
No entanto, é importante notar que uma piora da guerra que eleve o risco inflacionário pode afetar negativamente o fluxo estrangeiro para o Brasil. Já se houver um acordo para cessar-fogo, a tendência é de que a busca por ativos como dólar e Treasuries diminua, e uma parte do dinheiro pode ir para emergentes como o Brasil.
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