Retomada dos IPOs no Brasil
O mercado financeiro brasileiro ainda aguarda a volta das ofertas iniciais de ações (IPOs) nos próximos meses, apesar da turbulência causada pela guerra no Oriente Médio e da queda do Índice Bovespa. Segundo especialistas, a instabilidade não impactou a expectativa de movimentações para o primeiro semestre, que deve ser o mais ativo deste ano para as ofertas iniciais de ações.
De acordo com Daniel Laudisio, sócio da área de Mercados de Capitais do TozziniFreire Advogados, a eleição presidencial no Brasil pode ser um fator que influencie a decisão das empresas de abrir capital. No entanto, ele acredita que a expectativa de retomada de ofertas iniciais no primeiro semestre se mantém, pois os setores que apresentam maior atividade para abertura de capital não são diretamente afetados pelos preços do petróleo.
Setores Favoráveis
Os setores regulados, como saneamento e energia, são considerados favoráveis para a retomada dos IPOs, devido à sua maior previsibilidade de receita. Além disso, o setor imobiliário e outros segmentos específicos também podem ter aberturas de capital.
Outro fator importante é a percepção do investidor estrangeiro, que não parece ter sido afetada pela guerra. Segundo Laudisio, a expectativa é de que o conflito tenda a diminuir, e não piorar, o que pode contribuir para a retomada dos IPOs.
Desafios e Riscos
No entanto, há desafios e riscos associados à retomada dos IPOs. A instabilidade geopolítica e a eleição presidencial podem trazer volatilidade ao mercado, o que pode afetar a decisão das empresas de abrir capital. Além disso, a tributação de dividendos que passou a valer este ano pode influenciar a decisão dos investidores.
Para Daniel Wainstein, sócio-fundador da Seneca Evercore, a janela de IPOs pode precisar aguardar por mares mais calmos, devido à instabilidade geopolítica. No entanto, ele acredita que o mercado deve priorizar empresas com sólido histórico de lucro, geração de caixa e governança sólida.
- Setores como infraestrutura, energia, saneamento, saúde, seguros, serviços financeiros e empresas ligadas ao agronegócio tendem a ser candidatos naturais para IPOs.
- A tributação de dividendos pode influenciar a decisão dos investidores, especialmente para a pessoa física brasileira.
- A confiança no ambiente macro, na estabilidade jurídica e na previsibilidade das regras é fundamental para a retomada dos IPOs.
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