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Analista pega lancha e vai a Ormuz — e traz visão nada animadora para o petróleo

Uma Visão Incomum do Estreito de Ormuz

A Citrini Research, uma firma de pesquisa financeira, tomou uma decisão incomum ao enviar um analista para o Estreito de Ormuz, uma região de grande importância para o comércio de petróleo. O analista, identificado apenas como “Analista #3”, viajou para a Península de Musandam, no norte de Omã, com o objetivo de obter informações de primeira mão sobre a situação no estreito.

O analista navegou pelo estreito em uma lancha sem GPS, a 18 milhas da costa do Irã, enquanto drones e embarcações da Guarda Revolucionária Iraniana faziam patrulha. Ele foi interceptado pela Guarda Costeira de Omã, detido e teve o celular confiscado. No entanto, ele conseguiu coletar informações valiosas sobre o tráfego de navios no estreito.

Contra a Narrativa Dominante

O relatório da Citrini contradiz a narrativa dominante nos mercados de que o estreito está efetivamente fechado. De acordo com o relatório, o tráfego de navios está se recuperando, com aproximadamente 15 embarcações por dia nos momentos de maior fluxo. Embora o número esteja abaixo do normal, indica uma disrupção parcial, não absoluta.

Além disso, o relatório destaca que parte significativa dos navios transita pelo Canal de Qeshm, um corredor menos visível próximo a uma ilha iraniana, e com os transponders AIS desligados, o que faz com que não apareçam nos sistemas públicos de rastreamento. A maioria das embarcações observadas era de bandeira chinesa, em navios que pagaram ao Irã pelo direito de passagem.

Implicações para o Mercado de Petróleo

A Citrini afirma que a interrupção deve ser mais prolongada do que o mercado precifica, criando um prêmio de risco permanente no petróleo. A firma recomenda contratos de WTI com vencimento em dezembro de 2026, em vez dos contratos do mês mais próximo.

O fundador da Citrini, James van Geelen, avaliou os limites de tolerância da economia americana e destacou que preços médios de US$ 90 por barril por seis meses seriam administráveis, mas US$ 120, combinados com trigo e fertilizantes 50% mais caros, “podem levar a algumas coisas desagradáveis”.

As principais conclusões do relatório da Citrini incluem:

  • O tráfego de navios no Estreito de Ormuz está se recuperando, mas com uma disrupção parcial.
  • O Canal de Qeshm é um corredor menos visível para o tráfego de navios.
  • A maioria das embarcações observadas era de bandeira chinesa, em navios que pagaram ao Irã pelo direito de passagem.
  • A interrupção deve ser mais prolongada do que o mercado precifica, criando um prêmio de risco permanente no petróleo.

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