Alavancagem e Ação Cara: JPMorgan Mantém Venda para Magalu e Corta Preço-Alvo a R$ 6
O JPMorgan atualizou suas estimativas para a Magazine Luiza (MGLU3), mantendo a recomendação underweight, equivalente à venda, e reduzindo o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 6. Isso representa um valor 42% em relação ao fechamento da véspera, de R$ 10,37. As ações da empresa acumulam um aumento de cerca de 19% em 2026 e 65% nos últimos doze meses.
O banco justifica sua recomendação de venda devido a vários fatores, incluindo um mercado desafiador, com consumidores pressionados e alta competição. Além disso, o balanço da empresa é considerado alavancado, com uma relação de dívida líquida para Ebitda em torno de 4x-5x no médio prazo, o que limita a capacidade competitiva da MGLU3, mesmo com a queda dos juros.
- As estimativas do JPMorgan apontam para um crescimento modesto de 6% no Volume Bruto de Mercadorias (GMV) em 2026, devido à priorização da rentabilidade em vez do crescimento.
- A margem Ebitda é projetada para permanecer estável, em 7,8% em 2026, devido à pressão em mercadorias e ao aumento da penetração de serviços e da recuperação do modelo 3P (marketplace).
- O banco vê o Magalu com alavancagem ajustada ainda elevada, cerca de 5 vezes o esperado em 2026, e um lucro deprimido, que só deve voltar a crescer significativamente em 2027.
Com essas revisões, o JPMorgan cortou suas estimativas de Ebitda e lucro por ação (LPA) para 2026, e reduziu o preço-alvo para dezembro. O banco considera que a MGLU3 está negociando a um prêmio injustificado em relação ao setor, mesmo em cenários de juros menores, com potencial queda no consenso de lucro.
Os analistas do JPMorgan também destacam os riscos competitivos relevantes, especialmente devido à parceria entre a Casas Bahia e o Mercado Libre, e à baixa disposição da MGLU3 para promoções. Além disso, a empresa segue perdendo escala no mercado online em relação ao Mercado Livre, que cresce 25%-30% ao ano.
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