Impacto do El Niño nas Ações Listadas na B3
O fenômeno climático El Niño pode ter um impacto significativo nas ações listadas na B3, especialmente aquelas relacionadas à agricultura, energia e alimentos. De acordo com um relatório do Bradesco BBI, a probabilidade de um El Niño mais intenso está aumentando, com 61% de chance de desenvolvimento entre maio e julho.
O aumento das pressões das mudanças climáticas pode levar a riscos de alta na inflação e impacto no PIB, tornando a situação de alguns países, como Brasil, Colômbia e Peru, mais complexa. No setor financeiro, o Banco do Brasil (BBAS3) e a Credicorp no Peru podem enfrentar desafios operacionais durante esses ciclos climáticos.
Ações que Podem Ser Impactadas
- Axia (AXIA3): pode se beneficiar de preços mais altos de energia devido ao aumento da demanda por energia e o despacho de usinas termelétricas mais caras.
- Eneva (ENEV3): pode ver receitas maiores se o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aumentar o despacho térmico.
- Sabesp (SBSP3): o impacto é negativo, pois o fenômeno pode afetar os reservatórios regionais, tornando a água mais escassa.
- SLC Agrícola (SLCE3): a maior exposição ao Nordeste torna o El Niño um desenvolvimento negativo.
- 3tentos (TTEN3) e São Martinho (SMTO3): tendem a ser favorecidas devido às chuvas intensas no Sul que beneficiam os rendimentos de soja e milho.
- Camil (CAML3): é apontada como beneficiária pelo BBI, já que o arroz representa cerca de 45% de suas receitas e a empresa ganha com a valorização do produto se a produção nacional enfraquecer.
- JBS (JBSS32) e Marfrig (MBRF3): sentem os reflexos via preços de grãos, com impactos mistos devido à diversificação geográfica.
Em resumo, o El Niño pode ter um impacto significativo nas ações listadas na B3, especialmente aquelas relacionadas à agricultura, energia e alimentos. É importante monitorar as condições climáticas e os impactos potenciais nas ações para tomar decisões informadas.
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