Ações da Colômbia sobem com eleição de La Espriella, mas vitória apertada é questão
O candidato de direita colombiano Abelardo De La Espriella conquistou uma vitória apertada nas eleições presidenciais de domingo, segundo contagem preliminar dos votos, com os eleitores apostando em sua promessa de combate ao crime e fortalecimento da economia.
Com a vitória de De La Espriella, os mercados reagem positivamente. O Global X MSCI Colombia ETF (fundo de índice) subia 2,11%, a US$ 44,99, às 11h10 (horário de Brasília). No entanto, para o Bradesco BBI, a vitória apertada do candidato de direita deve trazer alívio inicial aos mercados, mas não é suficiente para destravar uma valorização consistente das ações.
A redução das incertezas políticas deve favorecer a percepção de risco no curto prazo, mas o foco do mercado agora migra rapidamente para a capacidade de execução do novo governo. “A vitória indica um alinhamento mais pró-mercado, mas o mandato negociado aumenta a dependência de coalizões políticas e limita a velocidade de reformas”, avalia o relatório.
Os principais temas que serão determinantes para sustentar a confiança dos investidores incluem:
- Segurança pública
- Disciplina fiscal
- Capacidade de articulação no Congresso
O banco traça dois cenários para a economia colombiana sob o novo governo. No cenário-base, o crescimento deve permanecer moderado, entre 2,5% e 2,7% em 2026, com inflação ainda elevada, próxima de 6%. No cenário mais otimista, melhorias na execução, avanço de reformas e condições externas favoráveis poderiam elevar o crescimento para perto de 3% e acelerar a convergência da inflação para cerca de 4% até o fim de 2027.
Apesar do alívio com o fim do processo eleitoral, o BBI vê pouca assimetria positiva para a renda variável no país. O banco projeta um cenário-base com potencial de queda de cerca de 14% para as ações, enquanto o ganho esperado é limitado a aproximadamente 6% — e pode chegar a perdas superiores a 30% em um cenário mais adverso.
Os especialistas alertam que a margem apertada levanta dúvidas sobre possíveis protestos e a governabilidade do novo governo, limitando o potencial de valorização dos ativos colombianos.
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