Ação da Camil (CAML3) sobe após balanço – o que agradou o mercado?
As ações da Camil (CAML3) fecharam em alta após os resultados do terceiro trimestre, com destaque para o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 239 milhões, alta anual de 39,4%, superando o consenso em 3,4%. Os papéis fecharam longe das máximas, mas ainda assim subiram 1,01%, a R$ 6,00.
A receita somou R$ 2,945 bilhões, queda de 5,1% na base anual, ficando 5,2% acima do consenso, enquanto o lucro líquido foi de R$ 44 milhões, recuo anual de 0,7% ano a ano, 4,0% acima das estimativas.
Análise dos resultados
Para o JPMorgan, os resultados da Camil mostraram forte momentum operacional, sendo marcado por crescimento robusto de volumes nos segmentos de alto valor e internacional, compensado por pressão contínua de preços e compressão de margens nos produtos de alto giro, que registraram queda de 8,0% em volumes e de 19% em preços na comparação anual.
O Bradesco BBI também avalia os resultados como sólidos, com destaque para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) 7% acima das suas. “Apesar do cenário desafiador para os preços do arroz, a companhia conseguiu compensar com maior volume e margens resilientes”, destaca.
O Itaú BBA, por sua vez, comenta que a Camil reportou resultados fortes no 3T25, com Ebitda de R$ 239 milhões, cerca de 15% acima da sua projeção.
Recomendações
O JPMorgan reitera recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para ações da Camil.
O Bradesco BBI mantém visão construtiva para a Camil, mesmo diante do ambiente de preços baixos para o arroz. A casa vê três vetores de inflexão:
- melhora das margens de açúcar, já em curso;
- queda da taxa de juros no Brasil, cenário em que a Camil figura entre as principais beneficiárias;
- estabilização dos preços do arroz, que deve ocorrer mais adiante.
Negociando a 9 vezes o múltiplo P/L (Preço sobre Lucro) para 2026, o BBI enxerga assimetria atrativa e reitera a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8.
O Itaú BBA mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 8.
A XP Investimentos não espera que o resultado do 3T represente um catalisador para o papel, uma vez que os preços do arroz e a queda das taxas de juros — pilares da tese de investimento — ainda permanecem relativamente nebulosos.
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