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A Era do ‘G0’ e a nova ordem global: Eurasia alerta para mudanças em investimentos

A Era do ‘G0’ e a Nova Ordem Global

A atual ordem mundial está passando por uma transição significativa, saindo do regime unipolar dominado pelos Estados Unidos e entrando em uma era conhecida como “G0”. Essa nova era é caracterizada pela ausência de governança global e pela priorização dos interesses domésticos sobre a cooperação internacional.

De acordo com Christopher Garman, diretor para as Américas da Eurasia Group, essa mudança altera profundamente a forma como governos, empresas e investidores se posicionam no cenário internacional. A erosão das estruturas multilaterais tradicionais não apenas aumenta as incertezas, mas também redistribui os riscos de maneira desigual entre diferentes regiões e setores da economia global.

A Disputa EUA-China e a Interdependência Ambígua

A competição entre Estados Unidos e China é apontada por Garman como o motor central dessa nova ordem internacional. A disputa é tecnológica, militar e financeira, mas as duas economias estão tão interligadas que se atacam e se seguram ao mesmo tempo. Essa interdependência gera um ambiente ambíguo, onde ambos os países adotam medidas defensivas e restritivas, mas dependem profundamente dos fluxos comerciais e tecnológicos bilaterais.

A busca por autonomia nas cadeias produtivas torna-se uma prioridade estratégica, elevando os semicondutores a um ativo geopolítico de primeira grandeza. A dependência mundial da ilha de Taiwan, que produz chips cruciais para as cadeias globais de tecnologia avançada, amplifica o risco geopolítico da região.

Geopolítica: Fator Central nos Negócios

A geopolítica deixou de ser um fator periférico para influenciar o mercado financeiro com a mesma força de indicadores econômicos como inflação e juros. CEOs de multinacionais já listam fatores geopolíticos entre suas três maiores preocupações, indicando uma mudança estrutural onde o risco político se tornou um componente central nas decisões estratégicas das empresas.

Garman destaca que a perda de confiança pública nos sistemas político e judicial de vários países alimenta lideranças focadas em agendas domésticas, reduzindo a cooperação internacional. Esse ambiente fragmentado reforça o movimento de cada país em direção aos seus próprios interesses, intensificando o que Garman denomina “egoísmo estratégico”.

Para os investidores, é fundamental considerar esses fatores ao gerenciar sua carteira, buscando diversificar e adaptar-se às mudanças no cenário global.

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