Escala 6×1: Um Novo Capítulo na Discussão sobre Jornada de Trabalho
A proposta de emenda à Constituição que visa alterar o modelo de jornada de trabalho conhecido como escala 6×1 ganhou um novo capítulo com a designação do deputado Paulo Azi (União-BA) como relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Essa escala, em que o empregado trabalha seis dias consecutivos para um de descanso, tem sido alvo de discussões acaloradas entre centrais sindicais, parlamentares e setores empresariais.
A PEC em questão propõe mudanças no texto constitucional para reduzir a jornada semanal e modificar a lógica atual de organização do descanso trabalhista. Antes de avançar para discussão de mérito, o texto precisa passar pela CCJ, que analisa a admissibilidade jurídica e constitucional da matéria. Caso o parecer seja favorável, a PEC seguirá para uma comissão especial, onde deputados poderão discutir o conteúdo da proposta e apresentar alterações.
Próximos Passos e Expectativas
O deputado Paulo Azi, conhecido por ser um nome de confiança do presidente da CCJ, Hugo Motta, ainda não indicou prazo para apresentação do relatório. No entanto, interlocutores da CCJ afirmam que o deputado deve iniciar consultas às bancadas antes de concluir o parecer. A expectativa é de que o texto deixe o colegiado em março, o que sinaliza um avanço significativo na discussão sobre o fim da escala 6×1.
A discussão sobre essa escala tem mobilizado fortemente centrais sindicais e parlamentares da base governista, que defendem a redução da jornada de trabalho como uma medida para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Por outro lado, setores empresariais alertam para possíveis impactos sobre custos e produtividade, resistindo às mudanças propostas.
- Designação do deputado Paulo Azi como relator na CCJ da Câmara dos Deputados.
- Análise da admissibilidade jurídica e constitucional da PEC pela CCJ.
- Avanço para comissão especial, onde deputados discutirão o conteúdo da proposta e apresentarão alterações.
O avanço da proposta ocorre num momento em que lideranças do Congresso buscam se posicionar em debates de forte repercussão social, às vésperas do ciclo eleitoral de 2026. A decisão sobre a escala 6×1 promete ser um dos temas mais discutidos nos próximos meses, refletindo as preocupações de trabalhadores, empresários e políticos sobre o futuro do trabalho no Brasil.
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