Comando Vermelho e PCC: O Domínio do Crime Organizado na Amazônia
A Amazônia Legal, região estratégica para o tráfico de drogas e outros crimes, é dominada por mais de 17 facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o estudo “Cartografias da Violência na Amazônia”, divulgado durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30), em Belém, o CV está presente em 286 municípios da região, enquanto o PCC atua em 90 cidades.
A expansão das facções criminosas na Amazônia é um dos principais desafios à segurança pública, à governança territorial e à soberania nacional. A região é considerada estratégica para o tráfico de drogas, armas, minérios e madeira, conectando-a aos mercados nacional e internacional. O CV, em particular, mantém hegemonia nas rotas fluviais, especialmente no eixo do Rio Solimões, em articulação com a produção peruana e os cartéis colombianos.
Além do CV e do PCC, outras 15 facções criminosas estão ativas na Amazônia, incluindo:
- Amigos do Estado (ADE)
- Bonde dos 40 (B40)
- Primeiro Comando do Maranhão (PCM)
- Família Terror do Amapá (FTA)
- União Criminosa do Amapá (UCA)
- Comando Classe A (CCA)
- Bonde dos 13 (B13)
- Bonde dos 777 (dissidência do CV)
- Tropa do Castelar
- Piratas do Solimões
- Bonde do Maluco (BDM)
- Guardiões do Estado (GDE)
- Trem de Aragua
- Estado Maior Central (EMC)
- Ex-Farc Acácio Medina
O estudo destaca que a taxa de assassinatos na região é 31% maior do que a média nacional, com 8.047 pessoas vítimas de mortes violentas intencionais no ano passado. O Amapá é o estado mais violento da região, com taxa de 45,1 por 100 mil habitantes.
Os pesquisadores alertam que a atuação das facções criminosas afeta também as comunidades indígenas, que são utilizadas como pontos de passagem para o tráfico de drogas. Além disso, o CV atua como “síndico do garimpo” em algumas regiões, controlando a exploração de garimpos ilegais e cobrando taxas pela exploração de áreas indígenas.
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