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Comando Vermelho, PCC, grupo da Venezuela e mais 14 facções estão ativas na Amazônia

Comando Vermelho e PCC: O Domínio do Crime Organizado na Amazônia

A Amazônia Legal, região estratégica para o tráfico de drogas e outros crimes, é dominada por mais de 17 facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o estudo “Cartografias da Violência na Amazônia”, divulgado durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30), em Belém, o CV está presente em 286 municípios da região, enquanto o PCC atua em 90 cidades.

A expansão das facções criminosas na Amazônia é um dos principais desafios à segurança pública, à governança territorial e à soberania nacional. A região é considerada estratégica para o tráfico de drogas, armas, minérios e madeira, conectando-a aos mercados nacional e internacional. O CV, em particular, mantém hegemonia nas rotas fluviais, especialmente no eixo do Rio Solimões, em articulação com a produção peruana e os cartéis colombianos.

Além do CV e do PCC, outras 15 facções criminosas estão ativas na Amazônia, incluindo:

  • Amigos do Estado (ADE)
  • Bonde dos 40 (B40)
  • Primeiro Comando do Maranhão (PCM)
  • Família Terror do Amapá (FTA)
  • União Criminosa do Amapá (UCA)
  • Comando Classe A (CCA)
  • Bonde dos 13 (B13)
  • Bonde dos 777 (dissidência do CV)
  • Tropa do Castelar
  • Piratas do Solimões
  • Bonde do Maluco (BDM)
  • Guardiões do Estado (GDE)
  • Trem de Aragua
  • Estado Maior Central (EMC)
  • Ex-Farc Acácio Medina

O estudo destaca que a taxa de assassinatos na região é 31% maior do que a média nacional, com 8.047 pessoas vítimas de mortes violentas intencionais no ano passado. O Amapá é o estado mais violento da região, com taxa de 45,1 por 100 mil habitantes.

Os pesquisadores alertam que a atuação das facções criminosas afeta também as comunidades indígenas, que são utilizadas como pontos de passagem para o tráfico de drogas. Além disso, o CV atua como “síndico do garimpo” em algumas regiões, controlando a exploração de garimpos ilegais e cobrando taxas pela exploração de áreas indígenas.

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