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Senado Aprova Projeto que Enquadra Misoginia como Crime de Discriminação

O Senado deu um importante passo na luta contra a discriminação de gênero ao aprovar um projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de discriminação previstos na Lei do Racismo. A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato, define misoginia como conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino.

A relatora do projeto, senadora Soraya Thronicke, defendeu a proposta original e rejeitou um texto alternativo que tratava o tema como injúria individual. Segundo ela, a misoginia deve ser reconhecida como uma ofensa coletiva, que atinge todas as mulheres, e não apenas casos isolados. A senadora destacou que a misoginia está enraizada no cotidiano e que é necessário enquadrá-la como crime de preconceito para combater a violência de gênero.

O projeto foi aprovado por 13 votos a 2 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e segue para a Câmara dos Deputados, a menos que algum senador apresente recurso para que o texto seja votado no plenário. Se aprovado, o projeto alterará a Lei do Racismo para incluir a misoginia como um crime de discriminação, com penas que variam de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Alguns senadores se posicionaram contra o projeto, argumentando que a misoginia não é um crime claro e que a proposta pode ser excessiva. No entanto, a maioria dos senadores concordou que a misoginia é uma forma de discriminação que deve ser combatida.

  • A proposta define misoginia como conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino.
  • O projeto alterará a Lei do Racismo para incluir a misoginia como um crime de discriminação.
  • A pena para os crimes previstos na Lei do Racismo varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A aprovação do projeto é um importante passo na luta contra a discriminação de gênero e pode ajudar a combater a violência de gênero no Brasil. É fundamental que a sociedade continue a debater e a lutar por uma maior igualdade de gênero e contra a discriminação.

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