Ex-presidente do Peru é Libertado após Anulação de Condenação no Caso Odebrecht
O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, foi libertado de uma prisão em Lima após a Justiça anular sua condenação de 15 anos por lavagem de dinheiro relacionada ao recebimento de verbas da construtora Odebrecht. A libertação ocorreu na sexta-feira, 31, e foi acompanhada por um grande grupo de simpatizantes.
Humala estava detido desde abril de 2025, acusado de ter recebido US$ 3 milhões da construtora brasileira para sua campanha presidencial em 2011. No entanto, o Tribunal Constitucional decidiu que o financiamento que ele recebeu de terceiros para suas campanhas eleitorais não constituía crime na época em que era candidato à presidência.
A Odebrecht, envolvida em um escândalo de subornos e corrupção que teve consequências em vários países da América Latina, reconheceu em 2016 que pagou dezenas de milhões de dólares em propinas e doações eleitorais ilegais no Peru desde o início do século XXI. O ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, declarou aos procuradores peruanos que a empresa pagou US$ 3 milhões para a campanha de Humala em 2011.
Acusações e Investigação
O Ministério Público acusou Humala de lavagem de ativos por supostamente ocultar o recebimento de dinheiro da Odebrecht. Sua esposa, Nadine Heredia, também foi acusada como cofundadora da legenda Partido Nacionalista. No entanto, o casal nega ter recebido dinheiro de Chávez ou de qualquer empresa brasileira.
Humala é o segundo de um total de quatro ex-presidentes envolvidos no esquema de corrupção da Odebrecht no Peru. Outros ex-presidentes envolvidos incluem Alan García, Pedro Pablo Kuczynski e Alejandro Toledo.
- Alan García: tirou a própria vida em 2019 antes de ser detido.
- Pedro Pablo Kuczynski: ainda sob investigação.
- Alejandro Toledo: condenado em 2024 a mais de 20 anos de prisão por receber subornos milionários.
A atual presidente do Peru, Keiko Fujimori, também foi acusada de lavagem de dinheiro no esquema da Odebrecht, mas foi libertada por falhas na acusação e venceu a disputa eleitoral de 2026.
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