Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo
O dólar encerrou a quinta-feira no menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro. A bolsa subiu cerca de 2%, e o petróleo recuou, à medida que investidores reduziram parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.
A melhora do ambiente externo ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) pode adotar uma postura menos rígida em relação aos juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes.
Principais números:
- Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%);
- Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%);
- Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%);
- Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%).
O dólar comercial encerrou a quinta-feira vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses. O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos, onde dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%.
Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional, e investidores buscam ativos considerados mais rentáveis. Nesse contexto, moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.
Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico. Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.
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