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Juíza vê censura e manda devolver livro com Marielle às escolas em cidade de SP

Decisão Judicial sobre Censura em Escola de São Paulo

A juíza Renata Heloísa da Silva Salles, da Vara da Infância e Juventude de São José dos Campos, tomou uma decisão importante sobre a devolução de um livro às escolas públicas da cidade. O livro em questão, “Meninas sonhadoras, mulheres cientistas”, foi recolhido em junho de 2024 por ordem da Secretaria Municipal de Educação e Cidadania, após questionamentos do vereador bolsonarista Thomaz Henrique.

A magistrada considerou a retirada do livro uma censura e determinou que a prefeitura devolvesse a obra às escolas. A decisão foi baseada no artigo 220 da Constituição Federal, que veda qualquer forma de censura de natureza política, ideológica e artística.

Motivos da Decisão

A juíza Renata Salles argumentou que a restrição imposta ao livro configura censura em sentido material, pois foi motivada por desconforto com as ideias e personagens históricas apresentadas na obra, e não por critérios pedagógicos objetivos. Ela também destacou que a eventual controvérsia sobre a adequação da obra à faixa etária dos alunos deveria ser solucionada por mecanismos técnicos próprios, e não pela remoção do livro do contexto educacional.

A decisão também foi influenciada pela Lei n.º 10.639/03 e n.º 11.645/08, que sustentam a importância da diversidade e da representatividade na educação.

Reação do Vereador

O vereador Thomaz Henrique informou que vai recorrer da decisão, argumentando que a ação não teve como objetivo censurar obras literárias, mas discutir critérios de adequação etária e a participação das famílias na definição dos conteúdos disponibilizados aos estudantes da rede municipal.

Ele também defendeu que o debate não seja interpretado como censura, mas como uma discussão sobre critérios pedagógicos, transparência e responsabilidade na educação pública.

Conclusão

A decisão da juíza Renata Salles é um importante precedente para a defesa da liberdade de expressão e da diversidade na educação. A devolução do livro às escolas é um passo importante para garantir que os estudantes tenham acesso a uma variedade de perspectivas e ideias, e que a censura não seja utilizada para restringir a liberdade de expressão.

  • A juíza Renata Salles determinou que a prefeitura devolvesse o livro “Meninas sonhadoras, mulheres cientistas” às escolas públicas de São José dos Campos.
  • A decisão foi baseada no artigo 220 da Constituição Federal, que veda qualquer forma de censura de natureza política, ideológica e artística.
  • O vereador Thomaz Henrique informou que vai recorrer da decisão, argumentando que a ação não teve como objetivo censurar obras literárias.

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