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Oportunidades no radar: 5 ações para ficar de olho na temporada do 2T, segundo o BBA

Oportunidades no Radar: 5 Ações para Ficar de Olho na Temporada do 2T

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) começou e já trouxe algumas reações importantes do mercado. Para os estrategistas do Itaú BBA, a temporada deve confirmar um cenário de crescimento dos lucros das empresas brasileiras, embora com uma qualidade considerada mais desigual.

O banco avalia que os resultados devem refletir tendências operacionais resilientes, mas alerta que boa parte da expansão dos ganhos continua concentrada em empresas ligadas a commodities, enquanto o ambiente de juros elevados limita o potencial de aceleração das companhias domésticas. O banco central reduziu a Selic em 50 pontos-base, para 14,25%, mas as expectativas de inflação e juros futuros pioraram significativamente.

Segundo as projeções do banco, as empresas do Ibovespa devem registrar crescimento de 11,9% na receita, 22,7% no Ebitda e 18,4% no lucro líquido na comparação anual. Excluindo os setores de commodities, os números continuam positivos, mas mais modestos: alta de 9,4% na receita, 11,4% no Ebitda e 12,1% no lucro líquido.

Os estrategistas do Itaú BBA também elencaram cinco empresas que consideram particularmente relevantes nesta temporada de balanços, sendo possíveis destaques positivos. Essas empresas incluem:

  • Embraer (EMBJ3), com projeção de crescimento de 11,2% da receita e de 14% do Ebitda
  • BTG Pactual (BPAC11), sustentado por retorno sobre patrimônio (ROE) de 25,3% e expansão de 27% da carteira de crédito corporativo
  • Smart Fit (SMFT3), impulsionada pelo crescimento do TotalPass
  • RD Saúde (RADL3), que deve apresentar receita próxima de R$ 12,7 bilhões e desaceleração mais suave do que a esperada pelo mercado
  • Gerdau (GGBR4), com os números mais fortes trimestralmente no Brasil e na América do Norte e com expansão de margem esperada para o 3T26

Apesar de projetar crescimento médio anual dos lucros do Ibovespa próximo de 15% entre 2025 e 2028, o Itaú BBA afirma que a composição desse avanço ficou menos equilibrada. A redução do potencial de queda dos juros e a piora das expectativas para a Selic diminuem a capacidade de aceleração dos setores domésticos, tornando o mercado mais dependente do desempenho das commodities.

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