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Morgan Stanley rebaixa BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro; ações caem

Morgan Stanley Rebaixa Recomendações para Seguradoras Brasileiras

O Morgan Stanley rebaixou sua recomendação para as seguradoras brasileiras BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, citando que o forte desempenho das ações no acumulado do ano levou os valuations a níveis menos atrativos. Além disso, a instituição mantém uma visão cautelosa para o crescimento dos lucros, diante da desaceleração da atividade econômica e da perspectiva de juros elevados por um período prolongado.

As recomendações foram alteradas da seguinte forma: BB Seguridade e Caixa Seguridade foram rebaixadas de “equalweight” para “underweight”, com preços-alvo de R$ 31 e R$ 19, respectivamente. Já a Porto Seguro teve sua recomendação rebaixada de “overweight” para “equalweight”, com o preço-alvo elevado para R$ 59.

Às 10h10 da manhã, as ações das seguradoras estavam em baixa: BBSE3 caía 1,81% (R$ 40,74), CXSE3 teve baixa de 1,93% (R$ 20,86) e PSSA3 registrou desvalorização de 2,76% (R$ 53,37).

Análise do Morgan Stanley

O banco avalia que o mercado tem dado maior peso ao benefício das receitas de investimentos, subestimando a crescente pressão sobre os fundamentos operacionais. Além disso, a instituição ressalta que as seguradoras tendem a se beneficiar mais de um ciclo de alta dos juros do que de um cenário em que as taxas permanecem elevadas por muito tempo.

O Morgan Stanley projeta que a Selic permanecerá em 14% nos próximos seis meses e recuará para uma média de 12% em 2027, o que deve exercer pressão moderada sobre as receitas financeiras das seguradoras. Ao mesmo tempo, observa que a deterioração dos resultados de subscrição (underwriting) se torna mais evidente, com crescimento mais fraco dos prêmios, aumento da sinistralidade em alguns segmentos e maior intensidade competitiva.

  • O seguro prestamista é o mais afetado, devido à sua relação direta com a concessão de crédito.
  • Os seguros de vida são sensíveis à renda disponível das famílias e à confiança do consumidor.
  • O seguro de automóveis sofre impacto indireto da desaceleração das vendas de veículos e do crédito para financiamento.
  • Os produtos de previdência e acumulação perdem atratividade à medida que os consumidores migram para aplicações de renda fixa com maior retorno e liquidez.
  • O segmento de saúde permanece mais resiliente, com demanda sustentada principalmente pelo nível de emprego, pela formalização do mercado de trabalho e pela inflação médica.

Além dos fatores específicos de cada linha de negócios, o banco destaca que o cenário macroeconômico deve representar um desafio adicional para o setor. A equipe econômica do Morgan Stanley projeta desaceleração do crescimento do PIB brasileiro de 2% em 2026 para 1% em 2027, enquanto a taxa média de desemprego deve subir de 5,6% para 6,7% no mesmo período.

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