Funcionário dos EUA que teve visto negado é nome de Trump para “guerra cultural”
O governo brasileiro negou vistos de entrada para dois altos funcionários do Departamento de Estado americano, chefiado pelo republicano Marco Rubio. Os funcionários, identificados como Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, tinham como justificativa oficial discutir liberdade de expressão no contexto das eleições.
No entanto, segundo o jornal Washington Post, o objetivo da viagem era questionar a integridade do processo eleitoral. A negativa por parte do governo brasileiro ocorreu antes da reportagem e levou em consideração que o pedido de visto com esta finalidade ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou as urnas eletrônicas.
Samuel Samson, um dos funcionários barrados, é descrito como o responsável por travar a “guerra cultural de Trump contra a Europa” pelo jornal The New York Times. Ele defende o “desenvolvimento de políticas para preservar a herança civilizacional ocidental da América” e trabalhou como diretor de parcerias estratégicas da organização sem fins lucrativos American Moment.
Samson viajou ao continente europeu para cultivar laços entre Washington e grupos de extrema-direita europeus, como o partido alemão Alternativa para a Alemanha (AfD). Ele também esteve em um encontro secreto em Londres com Nigel Farage, um dos principais defensores do Brexit, e discutiu aborto e censura.
Outro funcionário americano barrado é Riley M. Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho. Ele também é Coordenador Especial de Assuntos Tibetanos e Embaixador para a Liberdade Religiosa Internacional.
A negativa do governo brasileiro pode ser vista como uma medida para evitar a instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral. O governo brasileiro tem sido cauteloso em relação a interferências estrangeiras nas eleições.
Alguns pontos importantes sobre a situação incluem:
- A negativa do governo brasileiro ocorreu antes da reportagem sobre a viagem dos funcionários americanos.
- Samuel Samson é descrito como o responsável por travar a “guerra cultural de Trump contra a Europa”.
- Riley M. Barnes é subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho e também é Coordenador Especial de Assuntos Tibetanos e Embaixador para a Liberdade Religiosa Internacional.
Em resumo, a negativa do governo brasileiro para os vistos dos funcionários americanos é uma medida para evitar a instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral e para proteger a integridade do processo eleitoral.
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