Operação Contra Rede Financeira do PCC
O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), realizou uma operação contra suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) em duas frentes principais: o núcleo financeiro e o “tribunal do crime”. A operação, batizada de Operação Janus, teve como objetivo desmantelar a rede financeira da facção e prender suspeitos de movimentar recursos ilícitos.
A investigação apontou que os suspeitos utilizavam métodos como entregas volumosas de dinheiro em espécie, transferências bancárias e uso de empresas e contas “laranjas” para movimentar os recursos. Além disso, parte dos alvos participava de reuniões para resolver disputas patrimoniais entre integrantes da facção, conhecidas como “tribunais do crime”.
Prisões e Buscas
Foram cumpridos 18 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a rede financeira do PCC. A lista de alvos inclui:
- Cléber Azevedo dos Santos
- Robson Martins de Souza
- Antonio Carlos Ubaldo Junior
- Paulo Rogério Silva, o ‘Paulo Barão’
- Odair Alves da Silveira Filho
- Leonardo Meirelles
- Marlon Antonio Fontana
- Bruno Ramos Fernandes
- Meire Bomfim da Silva Poza
- Leonardo Monteiro Moja, o ‘Léo do Moinho’
- Danillo Vinicius da Silva Rosário
- André de Souza Haddad, o ‘Minhoca’
- Antonio Carlos Sampaio, o ‘Kaka’, ‘Dakar’ ou ‘Compadre’
- Alexandre Viriato da Silva, o ‘Gordão’
- Alexandre Salles Brito, o ‘Buiu’
- Raphael Flores Rodriguez, o ‘Batata’
- Amjad Ahmad, o ‘Amin’
- Marcelo de Morais Oliveira
Além das prisões e buscas, a Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores determinou o bloqueio de contas, aplicações financeiras, imóveis, veículos e outros bens dos investigados. Também foram bloqueados ativos financeiros de até R$ 10 milhões por alvo e impostas restrições patrimoniais a empresas apontadas como parte da estrutura financeira do PCC.
A Operação Janus é um desdobramento das operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas, e foi deflagrada a partir da análise de celulares apreendidos nessas investigações. A operação teve como objetivo desmantelar a rede financeira do PCC e prender suspeitos de movimentar recursos ilícitos.
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