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Relator da CPI do Crime Organizado chama decisão da PGR de ‘tentativa de intimidação’

Relator da CPI do Crime Organizado chama decisão da PGR de ‘tentativa de intimidação’

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou como “mais uma tentativa absurda e ilegal de intimidação” um despacho do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que encaminhou à Procuradoria Eleitoral de Sergipe uma representação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o parlamentar.

De acordo com o senador, o despacho é uma resposta ao relatório final da CPI do Crime Organizado, que propôs o indiciamento de Gilmar Mendes, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do próprio Gonet. O relatório foi rejeitado pela maioria da comissão, mas gerou problemas para o senador.

Contexto do caso

O caso começou em abril, quando o relatório final da CPI do Crime Organizado foi apresentado. Gilmar Mendes pediu à PGR que abrisse investigação para apurar a conduta do senador por conta do relatório. Para o magistrado, Vieira poderia ser enquadrado na lei que trata de abuso de autoridade.

Segundo Vieira, o PGR afastou a principal acusação do ministro Gilmar, que seria de crime de abuso de autoridade. No entanto, deixou aberta para apreciação da procuradoria regional a hipótese de ilícito eleitoral.

Reações e consequências

O senador Alessandro Vieira afirmou que a advocacia do Senado pediu para acessar os autos, mas não conseguiu. Uma cópia, porém, teria sido enviada à imprensa. O Ministério Público Federal diz que o processo corre em sigilo.

O senador também foi processado pela família do ministro Alexandre de Moraes, mas por uma declaração que deu em entrevista ao SBT.

Em sua defesa, Vieira afirmou que “tenho plena consciência dos riscos que corre quem desafia os poderosos em Brasília, mas sigo firme na missão de garantir que no Brasil a Justiça um dia seja igual para todos”.

  • O caso envolve a CPI do Crime Organizado e o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira.
  • O relatório propôs o indiciamento de Gilmar Mendes, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do próprio Gonet.
  • O PGR encaminhou à Procuradoria Eleitoral de Sergipe uma representação do ministro Gilmar Mendes contra o parlamentar.

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