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Brasil chama tarifa dos EUA de “injusta” em nova reunião

O governo brasileiro classificou como “injusta” a possível imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais durante uma reunião de alto nível realizada com o representante estadunidense de Comércio, Jamieson Greer. Essa foi a quinta reunião entre autoridades dos dois países desde a decisão dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump de criar um grupo de trabalho voltado ao diálogo comercial.

As críticas do governo brasileiro envolvem tanto a proposta de sobretaxa de 25% específica para produtos brasileiros quanto a tarifa adicional de 12,5% relacionada à investigação sobre trabalho forçado, aplicável também a outras 59 economias. O governo brasileiro reiterou que as recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não têm fundamento técnico e não justificam a adoção de novas barreiras comerciais.

Posição do governo brasileiro

A posição do governo brasileiro é manter o diálogo com Washington e buscar uma solução negociada para evitar a adoção das tarifas. No entanto, o governo também afirma que continuará defendendo uma solução baseada no diálogo, sem abandonar a possibilidade de adotar medidas de resposta caso as sobretaxas sejam efetivamente implementadas.

  • Investigação americana: As possíveis tarifas decorrem da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
  • Produtos afetados: Cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos poderão ser afetados caso as tarifas sejam confirmadas, representando aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações brasileiras.
  • Impacto esperado: Entre os itens potencialmente atingidos estão ferro-gusa, molduras de madeira e álcool etílico.

O governo brasileiro sustenta que nenhuma das alegações justifica a imposição das medidas comerciais. A decisão final sobre as tarifas é esperada para esta quarta-feira, quando o governo dos Estados Unidos também deverá divulgar a lista definitiva dos produtos que poderão ser atingidos pelas sobretaxas.

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