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ASA vê eleição “50%-50%” e reforça cautela na alocação em Bolsa

O cenário local, especialmente a indefinição da eleição presidencial, deve ser determinante para os mercados e para os investimentos neste segundo semestre, avalia a equipe do ASA. Na incerteza com a política econômica nos próximos quatro anos, o ASA está recomendando aos clientes reforçar a proteção das carteiras sem abrir totalmente mão das oportunidades.

De acordo com Rogério Freitas, head de investimentos locais do ASA, o mais importante no momento é evitar as “cascas de banana” dos mercados e proteger o patrimônio, sem tentar adivinhar exatamente quem serão os ganhadores, e buscando reduzir o risco com diversificação.

Em caso de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o investidor precisa estar no Ibovespa, que tem forte peso de commodities, que não dependem da economia local, e de bancos, que são rentáveis em qualquer ambiente. Já se o próximo presidente trouxer uma política fiscal mais disciplinada, a gestão ativa e setores ligados ao crescimento do país, como pequenas empresas, as small caps, e mesmo empresas estatais, podem performar bem.

Freitas também destaca a importância de setores defensivos na bolsa, que mesmo em um ambiente de juros altos podem ser rentáveis. “Se tivermos continuidade desse ambiente e da política econômica atual, as melhores ações serão de empresas pagadoras de dividendos, com ciclo de vida mais maduro, contratos de longo prazo, com receitas previsíveis”, diz.

No que diz respeito à renda fixa, o ASA gosta de títulos indexados à inflação, tanto do governo (NTN-Bs), quanto isentos de empresas privadas, “desde que com classificação quatro As, não apenas três As”, reforçando a cautela com o risco de crédito, que vem crescendo.

Além disso, o ASA também está de olho no mercado internacional, onde os juros dos títulos do Tesouro americano começam a ficar atrativos. A casa começa a gostar mais da aplicação no nível atual de 4,5% ao ano, e com o Federal Reserve (banco central americano) mostrando uma postura mais dura contra a inflação.

Em resumo, as principais recomendações do ASA incluem:

  • Reforçar a proteção das carteiras sem abrir totalmente mão das oportunidades;
  • Investir em setores defensivos na bolsa, como empresas pagadoras de dividendos;
  • Investir em títulos indexados à inflação, tanto do governo quanto isentos de empresas privadas;
  • Manter um portfólio diversificado, que vai se beneficiar da onda da IA.

Com essas estratégias, o ASA busca ajudar os investidores a navegar pelo cenário econômico atual e a alcançar seus objetivos financeiros.

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