Vale (VALE3) cai mais de 4% após corte de recomendação por Morgan Stanley
A Vale (VALE3) sofreu uma queda de 4,69% em suas ações após o Morgan Stanley revisar para baixo suas estimativas para a empresa. Isso ocorreu devido a um cenário mais desafiador para o mercado global de minério de ferro, impulsionado principalmente pela menor produção mundial de aço, especialmente pela China.
De acordo com a análise do Morgan Stanley, a produção global de aço ficou abaixo das projeções anteriores, o que contribui para um aumento dos excedentes de oferta de minério de ferro transportado por via marítima. Além disso, o banco estima que esses superávits podem ficar entre 8% e 21% acima das expectativas anteriores.
Revisão das Projeções
Diante desse cenário, a equipe de commodities do Morgan Stanley reduziu suas projeções para os preços do minério de ferro entre 2026 e 2028. O minério passou a ser considerado a commodity menos preferida do time de análise do banco entre as cobertas pelo relatório.
Além das pressões de mercado, o Morgan Stanley vê aumento dos custos operacionais da Vale. A nova estimativa para o custo caixa C1 do minério de ferro em 2026 passou para US$ 23 por tonelada, valor 5% superior ao modelo anterior e acima da faixa de orientação da companhia.
- Revisão das projeções financeiras para a mineradora, com redução de 9% e 7% em relação ao consenso de mercado para EBITDA no segundo trimestre de 2026 e no ano de 2026, respectivamente.
- Redução das projeções de lucro por ação (EPS) em 13% e 6% em relação às expectativas consensuais.
O banco destaca que a divisão de Metais Básicos da Vale continua apresentando evolução positiva, mas avalia que essa melhora já está amplamente incorporada ao preço das ações da companhia.
O Morgan Stanley definiu um novo preço-alvo de US$ 16,50 por ação, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 11%, utilizando como referência um múltiplo P/L de 7 vezes, em linha com a média histórica da última década.
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