Ibovespa Futuro Recua em Meio a Risco de Tarifas dos EUA e Cautela Global
O Ibovespa futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira, refletindo a cautela dos investidores diante da audiência pública em Washington que discute a investigação comercial dos Estados Unidos e a possibilidade de novas sobretaxas a produtos brasileiros.
No cenário externo, o mercado também acompanha a força do rali das ações de tecnologia, em meio à expectativa pelos balanços de grandes fabricantes asiáticos de chips. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em agosto recuava 0,79%, aos 175.500 pontos.
Na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem audiência pela manhã com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antônio Alban. À tarde, ele se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com a agenda de Lula.
Exterior e Commodities
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em queda, provavelmente devido à realização de lucros antes da divulgação dos balanços corporativos. Uma correção não é surpresa, visto que o principal índice da Coreia do Sul subiu quase 90% este ano, o de Taiwan 62% e o do Japão 37%.
Os preços do petróleo operam em baixa, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) concordar em aumentar ainda mais suas metas de produção a partir de agosto, enquanto as exportações dos principais produtores pelo Estreito de Ormuz estão se recuperando, o que pode aumentar a oferta global.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, puxadas pela redução dos estoques nos portos chineses e por uma nova injeção de liquidez do banco central, embora uma forte deterioração na rentabilidade das siderúrgicas tenha limitado os ganhos.
- O dólar futuro operava com alta de 0,30%, aos R$ 5,183 na venda.
- Os principais índices de Wall Street apresentavam movimentos mistos, com o Dow Jones Futuro caía 0,05%, S&P Futuro subia 0,42% e Nasdaq Futuro tinha alta de 1,19%.
- A Samsung deve agitar o mercado na terça-feira, com analistas prevendo um aumento de 18 vezes nos lucros.
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