Taxas dos DIs Sobem com Noticiário Eleitoral e Leilão Robusto de Títulos do Tesouro
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a quinta-feira com altas, apesar da pressão de baixa gerada pela divulgação de dados de emprego nos EUA. O noticiário eleitoral no Brasil e um leilão robusto de títulos prefixados do Tesouro deram suporte às taxas dos DIs.
Os investidores adotaram posições mais cautelosas antes do feriado de sexta-feira nos EUA, o que contribuiu para a alta das taxas dos DIs. A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,235%, com elevação de 11 pontos-base ante o ajuste de 14,123% da sessão anterior. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,48%, com alta de 12 pontos-base ante o ajuste de 14,36%.
Fatores que Influenciaram as Taxas dos DIs
- Noticiário eleitoral no Brasil: O fortalecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto e os atritos entre o parlamentar e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contribuíram para a piora dos mercados no Brasil.
- Leilão robusto de títulos do Tesouro: O Tesouro vendeu 20 milhões de LTN e 3,65 milhões de NTN-F, volumes bem superiores aos vistos três semanas antes.
- Dados de emprego nos EUA: O relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a economia do país gerou 57 mil postos de trabalho em junho, abaixo dos 110 mil projetados por economistas.
Os dados do payroll, mais fracos que o esperado, reduziram a perspectiva de alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, fazendo os rendimentos dos Treasuries despencarem. No entanto, as taxas dos DIs se fortaleceram e passaram a exibir altas firmes, sob influência de fatores internos.
Os profissionais ouvidos pela Reuters citaram o noticiário político como um dos motivos para a piora dos mercados no Brasil. A expectativa de uma nova reportagem do site Intercept Brasil envolvendo a família Bolsonaro também deu força às taxas futuras.
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