Juros Futuros Caem Após Abertura de Vagas de Trabalho Abaixo do Esperado no Brasil
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) de prazos curtos e intermediários fecharam em queda na terça-feira, após dados mostrarem a abertura de vagas formais de trabalho no Brasil abaixo do esperado pelo mercado. Essa queda foi influenciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que informou a abertura de 72.960 vagas formais de trabalho em maio, menos que os 115.000 postos projetados por economistas.
Os contratos de longo prazo também apresentaram taxas em queda, contrariando o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior. A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,005%, em baixa de 10 pontos-base ante o ajuste de 14,107% da sessão anterior. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,2%, com recuo de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,276%.
- A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 13,975% (-13 pontos-base) às 16h12, após os números do Caged.
- A precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 57,4% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto.
- O setor público consolidado teve déficit primário de R$56,131 bilhões em maio, acima do rombo de R$53,5 bilhões projetado pelos economistas.
O banco central deve olhar o dado com atenção, sobretudo num momento em que o impulso fiscal de ano eleitoral e a desancoragem das expectativas de inflação já preocupam o Copom. Além disso, a falta de controle dos gastos prejudicou severamente a credibilidade das metas fiscais e contribuiu para uma economia superaquecida e excessivamente endividada.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries seguiam em alta, com as movimentações diplomáticas de Estados Unidos e Irã no radar, em meio à frágil trégua no Oriente Médio. O rendimento do Treasury de dez anos subia 6 pontos-base, a 4,432%.
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