O Caso da Arma de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou à Polícia Civil do Distrito Federal que manteve uma arma registrada em seu nome durante o período em que cumpre prisão domiciliar humanitária. Ele declarou que havia “três mulheres em casa” e que não poderia permanecer desarmado, considerando necessário preservar a segurança da residência onde vive.
Essa declaração foi feita durante um depoimento prestado à Polícia Civil, que faz parte do inquérito aberto após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome de Bolsonaro. A arma foi encontrada durante uma blitz em Brasília, dentro de um veículo conduzido por um militar responsável por sua segurança.
Defesa de Bolsonaro
A defesa de Bolsonaro sustenta que o ex-presidente não determinou que a arma fosse retirada de sua residência para reparo. O pedido, segundo a versão apresentada, era apenas para que o militar verificasse o funcionamento do equipamento. Além disso, a defesa argumenta que as condições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a prisão domiciliar não incluíam a entrega de armas registradas em nome do ex-presidente.
Os principais pontos da defesa de Bolsonaro podem ser resumidos da seguinte forma:
- A arma era registrada em nome de Bolsonaro e estava guardada em sua residência.
- O ex-presidente pediu auxílio a um integrante de sua equipe de segurança para verificar o funcionamento da arma.
- A defesa argumenta que as condições da prisão domiciliar não incluíam a entrega de armas registradas em nome de Bolsonaro.
Consequências do Caso
O caso passou a ter reflexos no Supremo Tribunal Federal, que encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro Alexandre de Moraes pediu que o órgão avalie se a posse da arma pode ter impacto sobre a manutenção da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro.
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