Imprensa dos EUA critica inconsistências de acordo e diz que Irã sai fortalecido
O acordo provisório de paz entre os Estados Unidos e o Irã, assinado recentemente, tem sido objeto de críticas por parte da imprensa americana. O acordo prevê a diluição do estoque de urânio altamente enriquecido pelo Irã em troca de benefícios para o país persa.
Segundo o The New York Times, o presidente americano, Donald Trump, havia afirmado que o objetivo era a “destruição total” dos programas nucleares do Irã e a queda de seu regime, mas isso não aconteceu. Além disso, o acordo abre caminho para que o Irã receba um amplo alívio financeiro, algo que Trump passou anos criticando o ex-presidente Barack Obama por fazer durante sua administração.
A Fox News também critica o acordo, argumentando que as concessões oferecidas ao Irã superam em muito os compromissos garantidos em troca. Funcionários da administração descreveram o acordo como uma “falha” pelo fato de que os detalhes nucleares ainda não estão resolvidos.
Críticas ao acordo
- O acordo não exige o desmantelamento imediato da infraestrutura nuclear do Irã.
- O acordo não prevê a remoção dos estoques de urânio enriquecido.
- O acordo não impõe restrições ao programa de mísseis balísticos de Teerã.
- O acordo não prevê o desmantelamento de grupos de proxy apoiados pelo regime, como o Hezbollah.
Na visão de analistas da CNN, a trégua foi fechada porque Trump não quer ser responsável por uma catástrofe econômica. O acordo parece ceder quase toda a alavancagem dos EUA e entrega ao Irã bilhões de dólares em receitas antecipadamente ao suspender as sanções.
O The Washington Post também menciona que o memorando dá a Trump a chance de afirmar que evitou uma crise econômica mais ampla, mas muitos de seus termos principais parecem retornar os EUA e o Irã ao ponto em que estavam antes do conflito.
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