Inadimplência Empresarial no Brasil
O número de empresas inadimplentes no Brasil atingiu um novo recorde em abril, com 9 milhões de CNPJs negativados, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Isso representa um aumento de 1,5 milhão em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, o total de dívidas negativadas também bateu recorde, com 63,7 milhões de débitos em atraso, que somam R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente tinha 7,1 contas negativadas, com uma dívida média de R$ 24.665,91 e um tíquete médio de R$ 3.468,99 por dívida.
Setores Mais Afetados
O setor de serviços concentrou a maior parte das empresas inadimplentes, com 55,6% do total, seguido pelo comércio, com 32,4%, indústria, com 8,1%, e o setor primário, com 0,9%. A origem das dívidas também foi liderada pelo setor de serviços, responsável por 31,7% dos débitos negativados.
As micro e pequenas empresas são as mais afetadas, com 8,5 milhões de CNPJs negativados, o que representa 57,6 milhões de dívidas, somando R$ 191,8 bilhões. Em média, cada uma acumulava 6,8 contas negativadas, com uma dívida média de R$ 22.503,39 e um tíquete médio de R$ 3.328,73.
Análise Regional
A análise regional mostrou que o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes, com destaque para São Paulo, que tinha 3.076.064 CNPJs negativados. Minas Gerais e Rio de Janeiro também figuram entre os estados com maior número de empresas inadimplentes.
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirma que o ambiente de crédito restritivo e os juros elevados estão pressionando o faturamento das empresas e reduzindo a capacidade de recomposição de caixa. Ela também destaca que as micro e pequenas empresas são as mais vulneráveis a esse ambiente, devido à sua dependência de linhas de curto prazo e menor capacidade de negociação.
- 9 milhões de CNPJs negativados em abril
- 63,7 milhões de débitos em atraso, somando R$ 220,9 bilhões
- Setor de serviços concentrou 55,6% das empresas inadimplentes
- Micro e pequenas empresas são as mais afetadas, com 8,5 milhões de CNPJs negativados
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