Entendendo a Diferença entre Membros da Fifa e da ONU
A Fifa, responsável pela organização da Copa do Mundo, conta atualmente com 211 seleções, um número superior ao de países-membros da ONU, que soma 193 Estados. Essa diferença se deve ao fato de que os membros da Fifa não necessariamente precisam ser países reconhecidos internacionalmente.
A Fifa utiliza a definição de “associações-membro” e se refere a elas como “países e territórios” em seu site oficial. Para integrar a Fifa, basta ter uma federação própria de futebol e uma liga em funcionamento, não sendo obrigatório ser um Estado soberano. Isso permite que territórios e regiões com certa autonomia possam ter suas próprias seleções de futebol.
Requisitos para Membros da ONU
Já a ONU tem um processo mais complexo para admitir novos membros. Um país precisa assinar a Carta das Nações Unidas e ser reconhecido pelos atuais membros, o que muitas vezes envolve disputas políticas ou diplomáticas. A decisão de admissão é tomada pela Assembleia Geral, com recomendação do Conselho de Segurança.
Isso explica por que algumas seleções que participarão da Copa do Mundo de 2026 não são Estados-membros da ONU. Um exemplo é Curaçao, uma ilha do Caribe que é um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos e, portanto, não tem representação própria na ONU.
- Curaçao: país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos, sem representação própria na ONU.
- Reino Unido: aparece como uma única unidade na ONU, mas tem quatro seleções filiadas à Fifa (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).
- Palestina: reconhecida por muitos países como um Estado, mas não por todos, e tem status de observador permanente na ONU.
Esses casos ilustram a diferença entre os critérios de admissão da Fifa e da ONU, permitindo que uma variedade de territórios e regiões participe do futebol internacional, mesmo que não sejam reconhecidos como Estados soberanos.
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