Governo amplia acesso ao Plano Brasil Soberano
O governo federal anunciou uma mudança importante no Plano Brasil Soberano, que visa apoiar empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio. A partir da próxima segunda-feira (8), as empresas poderão aderir ao plano com um percentual mínimo de impacto no faturamento de 1%, reduzido de 5%.
Essa mudança beneficiará dois grupos de empresas: o grupo 1, que inclui exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, e o grupo 3, que inclui exportadores industriais e fornecedores com operações em países do Oriente Médio impactados pelos conflitos na região.
Quem será atendido
As empresas desses grupos precisarão comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência. Além disso, as perdas no faturamento deverão ser comparadas com os 12 meses de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025 para o grupo 1, e com os 12 meses de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025 para o grupo 3.
Os setores contemplados pelo primeiro grupo incluem:
- Aço
- Cobre
- Alumínio
- Automotivo
- Moveleiro
Proteção econômica
A medida visa proteger empresas e empregos diante das instabilidades internacionais. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a ampliação atende a uma demanda de exportadores que vinham sendo afetados mesmo sem atingir o antigo limite de 5% de perda no faturamento.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que R$ 6,7 bilhões foram pedidos em crédito e R$ 1,6 bilhão receberam aprovação.
As empresas dos grupos 1 e 3 poderão consultar a elegibilidade a partir desta quinta-feira (4), por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital.
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