Fim da Escala 6×1: Impacto no Varejo e na Economia
A aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1 pelo plenário da Câmara dos Deputados reacendeu o debate sobre os reflexos trabalhistas no país. A mudança deve impactar inicialmente as varejistas listadas na Bolsa, mas a tendência é de que a economia absorva os efeitos de forma rápida.
De acordo com Claudio Pires, sócio-diretor de investimentos da MAG Investimentos, a definição da regra de transição foi o principal fator a pressionar as ações do varejo. A transição de até 12 meses para a adaptação das empresas, com um corte inicial de duas horas semanais já após 60 dias da promulgação, é considerada menor do que o mercado esperava.
Impacto no Varejo e na Economia
A gestora MAG Investimentos afasta os cenários de retração severa para o Produto Interno Bruto (PIB). As pressões sobre custos e preços nas empresas consistem em um “choque momentâneo” que se dissipará com o tempo. A MAG aponta que apenas um terço dos trabalhadores brasileiros ainda opera nessa escala.
A extinção da escala de seis dias de trabalho para um de descanso alinha o Brasil às práticas adotadas por países desenvolvidos. A incidência da 6×1 é baixa até mesmo entre as nações emergentes. A nova lei não prevê contrapartidas ou compensações financeiras aos setores afetados pelo fim do formato.
Perspectivas e Reações
A perspectiva da instituição financeira contrasta com os alertas de lideranças do setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e associações do comércio e de serviços defendem que mudanças rápidas e intensivas em mão de obra tendem a elevar custos de contratação e exigir complexas reorganizações de turno.
Setores de atendimento presencial como restaurantes, hotelaria, logística e saúde estão entre os mais sensíveis. No entanto, a leitura do mercado financeiro projeta danos contidos. A adequação exigida pela lei se restringirá apenas ao ambiente corporativo de curto prazo, sem produzir danos estruturais prolongados.
- A regra não será generalizada: profissionais com nível superior e que possuem renda acima de 2,5 tetos do INSS ficarão fora das novas diretrizes da jornada.
- A transição de até 12 meses para a adaptação das empresas é considerada menor do que o mercado esperava.
- A extinção da escala de seis dias de trabalho para um de descanso alinha o Brasil às práticas adotadas por países desenvolvidos.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link