O Ouro Fecha em Queda com Cautela sobre Oriente Médio e de Olho em Inflação nos EUA
O ouro fechou em queda nesta sexta-feira, com investidores cautelosos em meio a um avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, mas ainda sem definições concretas. Além disso, o mercado acompanhou a cerimônia de posse de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve (Fed).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 0,42%, a US$ 4.523,2 por onça-troy, recuando 0,85% na semana. Já a prata para julho caiu 0,70%, a US$ 76,199 por onça-troy, caindo 1,73% semanalmente.
Uma fonte ouvida pelo Wall Street Journal afirmou que as versões sobre o acordo que circulam pela imprensa desde quinta-feira são imprecisas. Ainda assim, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que avanços foram conquistados, mas alertou que um acordo entre os dois países ainda não é certo.
Algumas das principais razões para a queda do ouro incluem:
- Avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que podem levar a uma redução nas tensões no Oriente Médio;
- A posse de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que pode influenciar as decisões sobre a inflação e os juros nos EUA;
- As preocupações inflacionárias e os juros mais altos, que podem pressionar os metais preciosos.
Para o Sucden Financial, as manchetes sobre o possível fim do conflito fornecem um piso às baixas do ouro, mas os rendimentos elevados limitam as altas. Já na avaliação do TD Securities, o ouro pode ter uma forte queda nos próximos dias, atingindo o patamar de US$ 4.350.
No cenário macro, o diretor do BC americano Christopher Waller afirmou ser “uma loucura” falar em corte nos juros nos EUA em um futuro próximo, em meio a uma queda abaixo do esperado no sentimento do consumidor e alta nas expectativas de inflação.
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