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JPMorgan mantém cautela com BB, rebaixa “bond”, mas segue com uma recomendação

Resumo do Relatório do JPMorgan sobre o Banco do Brasil

O JPMorgan mantém uma visão cautelosa sobre o Banco do Brasil (BBAS3) devido à qualidade dos ativos, que continua sendo o principal ponto de atenção para investidores. Apesar de uma receita resiliente e boa disciplina de custos, o aumento das provisões para calotes, a piora da inadimplência e a dependência de instrumentos regulatórios para sustentar o capital continuam pressionando a lucratividade da instituição.

A carteira de crédito do Banco do Brasil cresceu apenas 0,7% na comparação trimestral e 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, alcançando cerca de R$ 1,3 trilhão. O avanço foi puxado pelo agronegócio e pelo crédito ao consumidor, com foco em linhas consideradas mais seguras, como consignado e hipotecas.

No entanto, a inadimplência de 90 dias atingiu 5,0% no 1º trimestre, acima dos 3,5% observados um ano antes. As baixas a prejuízo (charge-offs) praticamente dobraram em 12 meses, reforçando a percepção de que a pressão sobre a carteira de crédito está longe de ser pontual.

O JPMorgan identificou uma oportunidade específica no papel BANBRA 5,625% com vencimento em 2031, que é a única recomendação “overweight” para o Banco do Brasil. Já o título BANBRA 6,25% 2030 foi rebaixado de “overweight” para “neutro” devido à forte performance recente e compressão de cerca de 26 pontos-base no spread.

A instituição financeira também ressalta a importância de monitorar a

  • carteira

de crédito do Banco do Brasil, que continua sendo um dos principais fatores de risco para a instituição.

Em resumo, o JPMorgan mantém uma visão cautelosa sobre o Banco do Brasil devido à qualidade dos ativos e à pressão sobre a carteira de crédito, mas identificou uma oportunidade específica no papel BANBRA 5,625% com vencimento em 2031.

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