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Análise: derrota histórica com rejeição de Messias provoca tiroteio entre governistas

Derrota Histórica: Rejeição de Messias Provoca Tiroteio entre Governistas

A derrota histórica com a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), deflagrou um tiroteio nos bastidores entre integrantes do governo e aliados ao longo de toda a quinta-feira. Os ataques foram variados e amplos, desde acusações de traição até críticas por omissão.

A crise gerada pela rejeição é a maior enfrentada por Lula neste terceiro mandato, e evoca o provérbio popular: “Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão.” Dentro do governo, o principal alvo foi o líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que não alertou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a movimentação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), contra Messias.

Outros alvos de críticas foram o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, por não ter atuado para impedir a votação diante do risco de derrota, e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que, mesmo com bom trânsito no Supremo, não agiu para reduzir a rejeição ao indicado por Lula na Corte. Além disso, um grupo de aliados vê uma dificuldade do presidente e de seu entorno em ler a conjuntura política e entender os interesses que moviam os senadores.

Acusações de Traição e Reações

Com a votação secreta, sobraram também acusações de traição contra aliados de primeira hora como os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Renan Filho (MDB-AL) e Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Todos, porém, garantem que deram o sim para Messias no plenário.

Até o momento, não havia uma definição se Lula apresentará ou não um outro nome para o Supremo e em qual momento pretende fazer isso. A rejeição de Messias é um golpe significativo para o governo, e a reação dos governistas ainda é incerta.

  • A derrota histórica com a rejeição de Messias é a maior crise enfrentada por Lula neste terceiro mandato.
  • O governo ainda não definiu se apresentará um novo nome para o Supremo.
  • As acusações de traição e omissão são amplos e variados entre os governistas.

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