Reforma Tributária: Entendendo o Novo Sistema de Cobrança de Impostos
O Ministério da Fazenda detalhou recentemente como funcionará o novo sistema de cobrança de impostos da reforma tributária sobre o consumo. O modelo, conhecido como split payment (pagamento dividido), permitirá o recolhimento automático dos tributos ligados ao consumo no momento do pagamento de uma compra. Isso significa que o imposto será descontado automaticamente quando o pagamento for processado, sem que a empresa precise recolher depois.
Na fase inicial, o sistema será limitado a meios mais simples e rastreáveis, como Pix, boleto bancário e transferências eletrônicas. Cartões de crédito, débito e vouchers ficarão de fora nesse primeiro momento e serão incluídos apenas nas etapas seguintes. Além disso, o uso do sistema poderá ser opcional no começo e deve começar, principalmente, em operações entre empresas.
Como Funciona o Split Payment
No novo modelo, o imposto será descontado automaticamente quando o pagamento for processado. Por exemplo, em uma compra de R$ 100, se R$ 20 forem tributos, o sistema divide o valor no momento do pagamento. O cliente continua pagando R$ 100, mas R$ 80 vão para a empresa e R$ 20 são enviados diretamente ao governo.
O regulamento prevê duas formas de calcular quanto será separado de imposto: o modelo padrão e o modelo simplificado. No modelo padrão, o sistema usa as informações da nota fiscal para calcular exatamente o valor do tributo daquela operação. Já no modelo simplificado, o cálculo é feito por estimativa, aplicando um percentual pré-definido sobre o total da compra.
Objetivos da Reforma Tributária
O objetivo da reforma tributária é reduzir a sonegação, simplificar o pagamento de impostos, aumentar a transparência e integrar dados entre União, estados e municípios. A implementação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) começa em 2027, quando a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) entrarão no sistema.
- Reduzir a sonegação;
- Simplificar o pagamento de impostos;
- Aumentar a transparência;
- Integrar dados entre União, estados e municípios.
Além disso, o regulamento detalha dispositivos da reforma tributária, como o tratamento diferenciado para pequenos produtores, transportadores autônomos e nanoempreendedores, e a criação de critérios objetivos para o enquadramento de pessoas físicas como contribuintes nas operações com bens imóveis.
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