Resumo das Taxas de Juros e do Mercado
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quinta-feira em queda, influenciadas pelo recuo dos preços do petróleo no exterior. Além disso, os agentes estavam avaliando a decisão de juros do Banco Central, que havia cortado a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na véspera, para 14,50% ao ano.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,805%, uma redução em relação ao ajuste de 13,961% da sessão anterior. Já na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,715%, ante 13,852%.
Os preços do petróleo também sofreram uma queda, com o petróleo Brent fechando em US$114,01, uma redução de 3,41% em relação ao dia anterior. O petróleo dos EUA também caiu, encerrando o dia a US$105,07.
Análise do Mercado
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central argumentou que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando a possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de ‘calibração’ da taxa.
Em resposta, os bancos reavaliaram suas projeções para a Selic. Economistas do Itaú Unibanco revisaram sua previsão para a taxa Selic em 2026 para 13,25%, de 13%, além de aumentarem suas expectativas para a inflação.
Outros bancos, como o Goldman Sachs, também revisaram suas previsões, passando a ver um risco de alta para sua previsão de Selic em 13,25% até o final de 2026.
- A SulAmérica Investimentos revisou a Selic de 13% para 14% no fim do ano.
- O Itaú Unibanco aumentou suas expectativas para a inflação.
- O Goldman Sachs passou a ver um risco de alta para sua previsão de Selic em 13,25% até o final de 2026.
Essas revisões demonstram a incerteza do mercado em relação à política monetária do Banco Central e a inflação.
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