As 10 Ações que Subiram Mais de 100% em um Ano
Dez ações listadas nas principais carteiras da B3 (Ibovespa, IDIV e Small Caps) entregaram valorizações acima de 100% no período de um ano encerrado em 23 de abril de 2026, superando os índices de referência. Esse desempenho notável é liderado pela JHSF (JHSF3), que registrou uma alta de 211,86%, seguida pela Copasa (CSMG3) com 190,41%, e CBA (CBAV3), com ganhos de 162,07%.
Um levantamento feito pela consultoria Elos Ayta destaca que o dado mais relevante não está concentrado nos extremos, mas sim na composição da lista, que apresenta uma clara diversificação setorial com protagonismo definido. Isso indica uma transição de dinâmica setorial no mercado brasileiro, onde diferentes setores começam a ganhar destaque.
Setores em Destaque
Dentro da lista, o setor de energia elétrica é o que mais se destaca, com três ativos: Axia Energia (AXIA6 e AXIA3) e Eneva (ENEV3). Em seguida, o setor de incorporações também tem um papel importante, com dois nomes: JHSF e Moura Dubeux (MDNE3). Essa diversificação setorial sugere que o mercado está buscando oportunidades em diferentes áreas, não se limitando a um único setor.
A análise ressalta que o destaque do setor elétrico não é casual, pois as companhias elétricas tendem a ter uma geração de caixa previsível, além de contratos mais longos e menos volatilidade operacional. Isso as torna mais atraentes para os investidores em momentos de incerteza econômica.
Seletividade no Mercado
Os analistas destacam que o movimento no mercado é de maior seletividade em ações e diversificação de carteira. Embora o Ibovespa tenha avançado 44,75% no período, o ganho real concentrou-se em histórias específicas de valorização. Isso sugere que os investidores estão sendo mais seletivos em suas escolhas, buscando oportunidades em ações com fundamentos sólidos.
A dispersão de performance entre os diferentes índices também é notável. Das dez ações com retorno superior a 100%, cinco integram o Ibovespa, seis estão no índice Small Caps e três no IDIV. Isso reforça a ideia de que a seleção de ativos é mais importante do que a exposição passiva aos índices.
Em resumo, o mercado está apresentando uma nova dinâmica, com uma diversificação setorial e uma seletividade maior em ações. Os investidores estão buscando oportunidades em diferentes setores e estão mais atentos à capacidade de crescimento e reprecificação das empresas, não somente aos dividendos.
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