CMN Endurece Regras para Bancos Captarem Recursos com Garantia do FGC
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para tornar o sistema financeiro mais seguro, afetando o funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a forma como os bancos administram seu dinheiro. Essas medidas têm como objetivo evitar que instituições assumam riscos excessivos e garantir que tenham recursos suficientes para honrar compromissos, mesmo em momentos de crise.
O FGC funciona como um “seguro” para quem investe em produtos bancários, como Certificados de Depósito Bancário (CDB), garantindo até R$ 250 mil por CPF ou empresa em caso de quebra de uma instituição. A principal mudança é a criação de um novo indicador chamado Ativo de Referência (AR), que mede se o banco tem ativos de boa qualidade, investimentos que podem ser rapidamente convertidos em dinheiro.
Se um banco captar muito dinheiro com produtos cobertos pelo FGC, mas tiver ativos de baixa qualidade ou difíceis de vender, será obrigado a aplicar parte desses recursos em títulos públicos, considerados mais seguros. Isso visa evitar o chamado “risco moral”, quando instituições assumem riscos maiores justamente porque sabem que existe uma proteção, no caso, o FGC.
Caso Master e Regras de Liquidez
As mudanças vêm após episódios recentes, como o colapso do Banco Master, que foi liquidado pelo banco central em 2025. O banco atraía investidores oferecendo rendimentos acima da média, apoiado na garantia do FGC, mas mantinha boa parte de seus recursos em ativos de baixa liquidez.
Além das mudanças no FGC, o Conselho Monetário Nacional também endureceu as regras de liquidez, a capacidade de um banco pagar suas dívidas no curto prazo. A implementação será gradual, com os bancos precisando cumprir pelo menos 90% das exigências em 2027 e 100% posteriormente.
As medidas fazem parte de uma estratégia do Banco Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional para evitar que problemas isolados se transformem em crises maiores, protegendo quem investe em produtos bancários e impedindo que bancos usem essa proteção para assumir riscos exagerados.
- Proteger quem investe em produtos bancários;
- Impedir que bancos usem essa proteção para assumir riscos exagerados.
Ao tornar as regras mais rígidas, a expectativa é reduzir a chance de novos casos como o do Banco Master e aumentar a confiança no sistema financeiro como um todo.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link