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JPMorgan vê melhor risco-retorno em Suzano, corta Klabin para neutro e KLBN11 cai

Recomendações do JPMorgan para o Setor de Papel e Celulose

O JPMorgan reavaliou suas recomendações para o setor de papel e celulose, considerando a piora do sentimento global e o aumento das incertezas. Nesse contexto, a instituição financeira reduziu a recomendação da Klabin (KLBN11) de “compra” para “neutra”, com um preço-alvo ajustado de R$ 26 para R$ 22 por ação. Isso implica um potencial de alta de 18% para as ações da Klabin, que recuaram 3,16% para R$ 18,11.

Embora o JPMorgan ainda espere um desempenho operacional sólido e equilibrado da Klabin, a instituição avalia que esse cenário já está refletido no preço atual das ações, sem gatilhos evidentes para uma performance superior. Por outro lado, a Suzano segue como a principal escolha do banco, com um potencial de valorização de 56% e um preço-alvo reduzido de R$ 81 para R$ 74 por ação.

Fatores que Influenciam o Setor

Os principais fatores que influenciam o setor de papel e celulose incluem:

  • Riscos geopolíticos, especialmente o conflito no Oriente Médio, que trouxeram cautela ao mercado e reduziram a disposição dos compradores em absorver novos aumentos.
  • A disciplina de oferta e a inflação de custos, que suportam os preços da fibra curta.
  • A fraqueza na demanda por papel e a compressão dos spreads de fibra longa, que devem limitar o potencial de alta.

Diante desses fatores, a Suzano apresenta a melhor relação risco-retorno, enquanto a Klabin perde atratividade com a pressão na fibra longa e ausência de catalisadores. O JPMorgan espera que os preços da fibra curta permaneçam sustentados no curto prazo, mas a fraqueza na demanda por papel e a compressão dos spreads de fibra longa devem limitar o potencial de alta.

Para 2027, a visão do JPMorgan segue positiva, com expectativa de preços médios em US$ 600 por tonelada, sustentados por um ambiente de oferta favorável e menor adição de capacidade. No entanto, o banco vê maior incerteza à frente, com novas entradas de oferta previstas para 2028 e mudanças estruturais na China, que devem aumentar a substituição por produção doméstica e limitar o crescimento das importações.

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