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Ouro cai quase 10% com guerra, mas bancos mantêm otimismo para o ano

O Ouro e a Guerra: Uma Análise de Mercado

O ouro tem sido um tema de grande interesse nos mercados financeiros, especialmente após o início do conflito no Oriente Médio. Embora o preço do ouro tenha caído quase 10% desde o recorde de janeiro, os bancos como ANZ Banking Group e Goldman Sachs mantêm um otimismo estrutural com o metal.

Segundo os analistas, a demanda resistente dos bancos centrais, a incerteza geopolítica persistente, as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve e a diversificação para longe de ativos denominados em dólar são os fatores que justificam o otimismo com o ouro. Além disso, as compras de bancos centrais devem seguir como um dos principais vetores de sustentação, com aquisições oficiais estimadas em cerca de 850 toneladas em 2026.

Razões para o Otimismo

  • Demandas resistente dos bancos centrais
  • Incerteza geopolítica persistente
  • Expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve
  • Diversificação para longe de ativos denominados em dólar

No entanto, o ouro ainda enfrenta “riscos táticos de queda” no curto prazo caso as perturbações no Estreito de Ormuz persistam. Mas, segundo os analistas do Goldman Sachs, um conflito prolongado poderia acelerar a diversificação dos investidores para fora dos ativos ocidentais tradicionais, o que sustentaria os preços no longo prazo.

Os bancos têm mantido suas projeções para o preço do ouro, com o ANZ Banking Group prevendo US$ 5.800 por onça até o fim do ano e o Goldman Sachs prevendo US$ 5.400 por onça. Essas projeções são baseadas nas compras contínuas de bancos centrais e na expectativa de cortes de juros pelo Fed ao longo do ano.

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