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Fundos que Zeraram Risco na Hora Certa Escaparam do Pior em Março

Nem todos os multimercados saíram iguais da tempestade de março. Enquanto a maioria da indústria apanhava com o choque da guerra no Irã, um grupo seleto de fundos conseguiu defender o capital e, em alguns casos, seguir batendo o CDI no ano.

A diferença entre os que sobreviveram bem e os que mais sofreram está em uma decisão tomada nos primeiros dias do conflito: zerar ou não zerar o risco. Segundo Alexandre Aagesen, gestor de portfólio da XP Advisory, “cada dia é um conjunto de informações novas que faz o gestor atualizar a posição”.

Os fundos que zeraram o risco na hora certa conseguiram escapar do pior em março. Isso inclui fundos de estratégia long short e quantitativos, que exploram operações de valor relativo na bolsa e apostam simultaneamente na alta de alguns papéis e na queda de outros.

  • Os fundos macro, como o Verde, gerido por Luiz Stuhlberger, também se destacaram por terem zerado o risco rapidamente e terem uma “gordura” acumulada no ano.
  • Os fundos long short, como Solana, Atmos Red, Constância Absoluta e AzQuest Base, também aparecem em destaque na lista dos que melhor navegaram o período.
  • Os fundos quantitativos, como Ace Macro Cenários e Kadima, também seguem bem acima do CDI.

A lógica é direta: quem reduziu a exposição antes do impacto da guerra provavelmente já havia zerado o risco. Quem apostou em um conflito passageiro demorou mais para agir e pagou o preço na cota.

Para proteger a carteira, os gestores precisam estar atentos às mudanças no mercado e tomar decisões rápidas para zerar o risco quando necessário.

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