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Ata mostra que petróleo será decisivo para próximo corte na Selic, dizem economistas

Ata do Copom: Petróleo será Decisivo para Próximo Corte na Selic

O ciclo de corte de juros no Brasil iniciou-se com a redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, alcançando 14,75%. De acordo com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o ritmo da cotação dos barris de petróleo será crucial para os próximos cortes.

Na leitura de economistas, a ata do Copom reconhece que os dados domésticos estão sob controle, mas destaca a incerteza no cenário externo. O conflito no Oriente Médio e a cotação do petróleo são os principais fatores de risco. Caso o conflito se prolongue e a cotação do Brent continue alta, o próximo corte da Selic pode ser menor do que o permitido pelas condições internas.

  • A cotação do petróleo é um fator importante, pois a alta do barril encarece os combustíveis nas refinarias, aumentando o custo do frete e pressionando a inflação.
  • Os economistas avaliam que, se a cotação do petróleo permanecer alta, o Copom pode optar por cortes menores, sinalizando um ciclo menor devido aos riscos de contaminação da inflação no médio prazo.
  • O balanço de riscos para a inflação ainda permanece equilibrado, mas o risco de alta está na resiliência da inflação de serviços e no cenário externo.

Apesar da volatilidade externa, o relatório do banco JPMorgan destaca que a ata do Copom reiterou um tom de “serenidade em meio à incerteza contínua”. Isso mantém a direção para novos cortes, embora a magnitude e o ritmo dependam do cenário geopolítico.

O Banco Central desempenha um papel crucial na regulação da economia, e sua atuação é fundamental para manter a estabilidade econômica. Nesse contexto, o banco central deve considerar os fatores de risco e tomar decisões informadas para garantir a saúde da economia.

As projeções para a próxima reunião do Copom divergem entre os bancos, com alguns projetando cortes de 0,50 p.p. e outros de apenas 0,25 p.p. A XP projeta cortes de 0,50 p.p. nas próximas reuniões, enquanto o Itaú BBA avalia que a ata é consistente com um corte rápido de 0,50 p.p. já na reunião de abril.

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