Ata do Copom: BC não indica mais cortes na taxa de juros
O Banco Central (BC) não indicou um novo corte na taxa Selic, os juros básicos da economia, devido às tensões em torno da guerra no Oriente Médio. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC afirmou que a magnitude e o “ciclo de calibração” da Selic serão determinados “ao longo do tempo”, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.
Na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (24), o colegiado reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa antes da escalada do conflito no Irã.
Cenário Econômico
As expectativas de inflação subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes. O custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas.
- A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.
- A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
- O mercado financeiro prevê que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano.
O Copom enfatizou que uma política fiscal contracíclica é essencial para reduzir o “prêmio de risco” e que a saúde das contas públicas é fator determinante para o sucesso do controle da inflação.
O banco central reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio.
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