Governo tem Janela para Acelerar Ajuste Fiscal
O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, avalia que o Brasil está vivendo uma conjuntura mais propícia para acelerar o ajuste fiscal e construir superávits primários maiores. Isso permitiria a estabilização da relação dívida/PIB. Segundo Ceron, essa discussão passa pelo enfrentamento do ritmo de crescimento da despesa dos gastos públicos e inclui uma nova reforma da Previdência.
A despesa com a Previdência passou de 1% do PIB para 3% em uma década. Ceron rebateu críticas à forma gradualista com que a gestão petista pensa a consolidação fiscal, destacando que é importante não retroceder e que o país está mais bem equilibrado socialmente e economicamente.
Controle do Gasto Social
Ceron destacou que o controle do gasto social é fundamental para o ajuste fiscal. Ele mencionou que o desemprego está baixo, a inflação está controlada e o crescimento, embora não seja o desejado, é maior do que em muitos anos anteriores. Além disso, não há demanda premente para incrementar o gasto social, pois muitas pessoas estão saindo do Bolsa Família.
Outro ajuste que poderá ser feito a partir de 2027 é na rede de proteção social. O ministro Fernando Haddad tem falado sobre fusionar programas de assistência, rumo a um programa de renda mínima, para melhorar a eficiência e evitar casos de fraude.
Supersalários no Alvo
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que um dos temas prioritários da pasta neste ano é retomar a discussão de uma agenda moralizante e de regulamentação dos chamados “supersalários”. Isso inclui definir uma regra nacional para os salários do funcionalismo público e evitar interpretações administrativas próprias para atrair carreiras e melhorar as finanças.
Ceron também destacou a importância de enfrentar “de forma mais serena” o juro de longo prazo e rediscutir o sistema previdenciário. Além disso, ele avaliou que a conjuntura internacional pode beneficiar o Brasil, que segue como “porto seguro” para fluxos de investimentos estrangeiros.
- A alta do petróleo pode ter efeito positivo sobre as contas públicas, pois o país exporta a commodity e se beneficia de mais pagamento de royalties e dividendos da Petrobras.
- O impacto sobre a inflação deve ser gerenciável.
- O evento teve patrocínio de várias empresas e apoio de outras.
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